segunda-feira, 28 de maio de 2012

Da Ressaca


Hoje, existem pílulas milagrosas, mas eu ainda sou do tempo das grandes ressacas.
As bebedeiras de antigamente eram mais dignas, porque você as tomava sabendo que no dia seguinte estaria no inferno.
Além de saúde era preciso coragem.

As novas gerações não conhecem ressaca, o que talvez explique a falência dos velhos valores.
A ressaca era a prova de que a retribuição divina existe e que nenhum prazer ficará sem castigo. Cada porre era um desafio ao céu e às suas fúrias. E elas vinham - Náusea, Azia, Dor de Cabeça, Dúvidas Existenciais - às golfadas.
Hoje, as bebedeiras não têm a mesma grandeza.

São inconseqüentes, literalmente. Não é que eu fosse um bêbado, mas me lembro de todos os sábados de minha adolescência como uma luta desigual entre o cuba-livre e o meu instinto de autopreservação. O cuba-libre ganhava sempre.
Já dos domingos me lembro de muito pouco, salvo a tontura e o desejo de morte.

Jurava que nunca mais ia beber, mas, antes dos trinta, “nunca mais” dura pouco. Ou então o próximo sábado custava tanto a chegar que parecia mesmo uma eternidade. Não sei o que o cuba-libre fez com meu organismo, mas até hoje quando vejo uma garrafa de rum os dedos do meu pé encolhem.
Tentava-se de tudo para evitar a ressaca. Eu preferia um Alka- Seltzer e duas aspirinas antes de dormir. Mas no estado em que chegava em casa nem sempre conseguia completar a operação. As vezes dissolvia as aspirinas num copo de água, engolia o Alka-Seltzer e ia borbulhando para a cama, quando encontrava a cama.

Mas os métodos variavam. Eis alguns exemplos.

Um cálice de azeite antes de começar a beber: o estômago se revoltava, você ficava doente e desistia de beber.
Tomar um copo de água entre cada copo de bebida: difícil era manter a regularidade. À certa altura, você começava a misturar a água com a bebida, e em proporções cada vez menores. Depois, passava a pedir um copo de outra bebida entre cada copo de bebida.
Suco de tomate, limão, molho inglês, sal e pimenta, para ser tomado no dia seguinte, de jejum: adicionando vodka ficava um Bloody Mary, mas isto era para mais tarde um pouco.
O sumo de uma batata, sementes de girassol e folhas de gelatina verde dissolvidas em querosene: misturava-se tudo num prato pirex forrado com velhos cartões do sabonete Eucalol. Embebia-se um algodão na testa e deitava-se com os pés na direção da ilha da Páscoa. Ficava-se imóvel durante três dias, no fim dos quais o tempo já teria curado a ressaca de qualquer maneira.
Uma cerveja bem gelada na hora de acordar: por alguma razão, o método mais popular.
Canja: acreditava-se que uma boa canja de galinha de madrugada resolveria qualquer problema. Era preciso especificar que a canja era para tomar, no entanto muitos mergulhavam o rosto no prato e tinham que ser socorridos às pressas antes do afogamento.

Minha experiência maior é com o cuba-libre, mas conheço outros tipos de ressaca, pelo menos de ouvir falar.

Você sabia que o UÍSQUE escocês que tomara na noite anterior era paraguaio quando acordava se sentindo como uma harpa guarani. Quando a bebedeira com uísque falsificado era muito grande, você acordava se sentindo como uma harpa guarani e no depósito de instrumentos da boate Catito’s em Assunção.

A pior ressaca era de GIM. Na manhã seguinte, você não conseguia abrir os dois olhos ao mesmo tempo. Abria um e quando abria o outro o primeiro se fechava. Ficava com o ouvido tão aguçado que ouvia até os sinos da catedral de São Pedro, em Roma.

Ressaca de MARTINI DOCE: você ia se levantar da cama e escorria para o chão como óleo. Pior é que você chamava a sua mãe, ela entrava correndo no quarto, escorregava em você e deslocava a bacia.

Ressaca de VINHO. Pior era a sede. Você se arrastava até à cozinha, tentava alcançar a garrafa de água e puxava todo o conteúdo da geladeira em cima de você. Era descoberto na manhã seguinte imobilizado por hortigranjeiros e laticínios e mastigando um chuchu para alcançar a umidade. Era deserdado na hora.

Ressaca de CACHAÇA. Você acordava sem saber como, de pé, num canto do quarto. Levava meia hora para chegar até à cama porque se esquecera como se caminhava: era pé ante pé ou mão ante mão? Quando conseguia se deitar, tinha a sensação que deixara as duas orelhas e uma clavícula no canto. Olhava para cima e via que aquela mancha com uma forma vagamente humana no teto finalmente se definira. Era o Konrad Adenauer e estava piscando para você.

Ressaca de LICOR DE OVOS. Um dos poucos casos em que a lei brasileira permite a eutanásia.

Ressaca de CONHAQUE. Você acordava lúcido. Tinha, de repente, resposta para todos os enigmas do Universo. A chave de tudo estava no seu cérebro. Devia ser por isso que aqueles homenzinhos estavam tentando arrombar a sua caixa craniana. Você sabia que era alucinação, mas por via das dúvidas, quando ouvia falar em dinamite, saltava da cama ligeiro.

Hoje não existe mais isto. As pessoas bebem, bebem e não acontece nada. No dia seguinte estão saudáveis, bem dispostas e fazem até piadas a respeito. De vez em quando alguns dos nossos se encontram e se saúdam em silêncio. Somos como veteranos de velhas guerras lembrando os companheiros caídos e o nosso heroísmo anônimo.
Estivemos no inferno e voltamos, inteiros. Mais ou menos. Um brinde. E um Engov.

(Luís Fernando Veríssimo - Ed Mort & Outras Histórias)

sábado, 26 de maio de 2012

Os vinhos do dia 25/05/2012

A opção de comentários, e evidentes elogios, para essa sexta-feira deveria ser ou o Pata Negra ou o Sol del Chile carmenère gran-reserva. Como já foram comentados, optamos pelo Hécula, espanhol assemblage da região de Múrcia, cujo rótulo transcrevemos numa tradução livre do castelhano: " A família Cataño é hoje um dos produtores de vinho mais importantes do sudeste espanhol. Suas raízes remontam a várias gerações em Yelta, uma pequena zona vitivinícola ao norte da região de Murcia. Hécula significa a substituição de um estilo vinificador clássico para um mais moderno. O sabor frutado e uma ligeira passagem por barricas de guarda têm um papel fundamental neste vinho sem tratamentos nem filtragens." Uma meia-boca mais do que saboroso. Mais do que os vinhos degustados até o início da madrugada de clima propício e agradável, presente de Apolo, gratificante foi observar os amigos Fernando, sentado na rede, certamente recordando os seus tempos do Recife, Marcão, aparecendo com um leve sotaque do nordeste norte-americano, Martinho tentando resolver um problema nem tão importante de internet, apenas para agradar a um amigo, Jaime pilotando o fogão para dar à macarronada o toque especial da noite - e sem quebrar nenhum copo!- Teb caminhando qual Diógenes na escuridão para participar do evento, mesmo correndo o risco de dar com o pau-de-macarrão esperando na volta. Ótima noite e ótima companhia. Obrigado, meus amigos.

domingo, 20 de maio de 2012

Top Five

Top ten é demais para minha memória já gasta por 54 setembros de fumo, alcool e outros agravantes impublicáveis mas já abandonados. Então optei pelo top five, sem querer samplear, como diz o meu "amigo" Xico Sá, o Marcelo Tas no quase ridículo CQC. Eis o homem, aliás, a lista, não necessariamente na ordem de preferência: 1) Almara, 2009, Espanha. 2) Casa de Ilana, 2006, Espanha 3) Casillero del Diablo, 2007, Carmenere, Chile 4) Langhorne Crossing, 2009, Austrália 5) Latitude 33, Malbec, 2009, esqueci o país de origem. Sujeito a mudanças, se o alemão me permitir.

sábado, 19 de maio de 2012

Vinho do dia - 11 e 18 de Maio de 2012

Duas semanas, dois vinhos excelentes: No dia 11 Fernando trouxe o Las Perdices, malbec, 2009. Juan Munhoz Lopes, Rosário, sua esposa, e os filhos Nicolas, Estelle e Charles, deixaram o sul da Espanha para fundar em Mendonza a Bodega Las Perdices, em 1952. Chegaram afinal a este frutado com notas leves de chocolate e café e taninos desenvolvidos e maduros. Aroma de frutas vermelhas. Dia 18 Juan trouxe o famosíssimo e intenso Corvo, de tonalidade rubi tendendo ao grená, o vinho da casa Duca di Salaparuta vai ficando mais interessante com o passar dos anos. Ainda bem que degustamos os dois em dias diferentes, sem precisarmos de votação para escolher o preferido. Aliás, Martinho sugeriu um "top ten" dos que consumimos. Uma boa idéia. O domínio do xadrez esteve com Martinho na primeira semana e Juan na seguinte. Ultimamente os jogos e o torneio andam muito equilibrados. De curioso fica a "derrota" do Fernando para o Bye em 14/05/2010. Anotação já devidamente corrigida
.

segunda-feira, 14 de maio de 2012

O Conhecedor


Lord Graverly passou a caixa de charutos entre os convidados.

Do esplêndido jantar que tinha servido sobraram apenas algumas manchas na toalha de linho branco, os copos vazios das três variedades de vinho e um ar de profunda satisfação no rosto de cada um. Era aquele mágico instante que vem depois da retirada das mulheres para a sala e antes de servirem o Porto, em que o império floresce de novo sobre a mesa e os homens agradecem a Deus por serem ingleses.
Lord Graverly esperou que todos provassem o Porto antes de falar. “Então”, disse o corpulento Lord, apontando para Peter com seu charuto aceso, que ele segurava como um dardo, “você é o famoso cientista, expert em manuscritos iluminados da era bizantina e na vida de Mae West, criptógrafo, agente nem tão secreto do Governo de Sua Majestade, famoso pelas suas aventuras, inclusive amorosas, maior especialista vivo em peixes tropicais, fluente em 17 línguas vivas, quatro mortas e duas semiconscientes, detetive amador com a reputação de jamais ter deixado de desvendar um caso. Peter Vest-Pocket?

“Não”, respondeu Peter, sorrindo.
“Como, não? Me disseram que...”
“Sou expert em manuscritos iluminados da era pré-bizantina. O resto está certo.”
Todos riram mas o riso acabou em tosses embaraçadas e goles extemporâneos de Porto, pois o anfitrião mantivera-se sério. Seus olhos fixos no rosto de Peter eram como duas pistolas prestes a disparar. Lord Graverly não achara graça. Era um homem conhecido por duas coisas: sua fortuna e sua crueldade.

A fortuna tornara-se menor e menos ameaçadora com o passar dos anos e os impostos progressivos, o que só aumentara sua crueldade. Lord Graverly possuía minas na África, plantações na América do Sul, a maior adega particular da Inglaterra e vinhedos na França, mas sua mulher o abandonara e desaparecera para sempre, na certa incapaz de aguentar seus caprichos. Um dia Lord Graverly desembarcara em Londres, vindo da França, sem a mulher, e ninguém tivera coragem de perguntar por ela.

Homem de muitos comensais mas pouquíssimos amigos, Lord Graverly debruçou-se sobre a mesa para dirigir-se ao seu mais recente inimigo. Se sua voz pudesse ser engarrafada teria de ser mantida longe de crianças. Estava carregada de veneno. “Me disseram também que você é um grande conhecedor de vinhos. O melhor que há.”
“O senhor é um homem bem informado, Lord Graverly”.
“E você, meu amigo, é um farsante”.

Os outros, que freqüentavam a Mansão Graverly pela comida e pelas pequenas generosidades que o anfitrião lhes atirava, de vez em vez, como migalhas, prenderam a respiração. Que homem intragável! Mas Peter manteve-se calmo. Ainda sorria. “Vou provar que você é um farsante”, continuou Graverly. “O vinho que tomamos hoje com o carneiro, e que apresentei como sendo um Saint-Emilion 47, e que você elogiou tão efusivamente, não era nada disso”.

Todos os olhos se voltaram para Peter. “Meu caro Graverly”, disse Peter, “eu notei antes mesmo de levar o vinho à boca, pela cor, que não era um Saint-Emilion. Pelo bouquet notei que não era nem um Bordeaux. Tive, no entanto, a decência de não desmascará-lo. Se o senhor quer servir vinho inferior a seus convidados e mentir quanto à sua origem, o problema é seu”.
“Isso você está dizendo agora para salvar a cara!”

“De maneira nenhuma. Posso identificar o vinho que tomamos. É um produto do seu próprio vinhedo na região de Leporace, uma péssima região para tintos, por sinal. Feito com uvas da encosta Leste da colina de Givenchy-sur-Lac, da colheita de 1963, um bom ano para a região em geral mas muito ruim para os seus vinhedos, devido ao solo muito maltratado. Notei, pelo sabor, o excesso de material alcalino no solo.

E notei outra coisa”.

Lord Graverly parecia que inchava à medida que Peter falava. Mas Peter não parou.

“Demorei a identificar o que seria esse outro componente do sabor. Foi por isso que me forcei a aceitar outro copo do seu lamentável vinho. Finalmente, identifiquei o estranho sabor. É de osso, meu Lord. Osso humano. De uma pessoa do sexo feminino, provavelmente inglesa e eu diria - mas claro que posso estar errado - da região de Sussex, enterrada ali por volta de 1961”.

E todos lembraram que a mulher de Graverly era de Sussex, quase certamente do sexo feminino, que desaparecera em 1961, que o próprio Lord fora o último a vê-la com vida e que, pensando bem, o assassinato não estava fora de questão.

Mas Lord Graverly mudou de assunto.

(Luís Fernando Veríssimo - Ed Mort e Outras Histórias)

segunda-feira, 7 de maio de 2012

04 de Maio de 2012

O vinho escolhido como Do Dia foi o Cycles Gladiator, syrah 2009, californiano. Fernando trouxe. Há uma definição na internet de um sommelier quase tão bom de olfato e paladar como nossos "experts" de plantão: "Vinho : Cycles Gladiator Safra : 2009 Tipo : Tinto Seco País : estados Unidos Região : Lodi (Califórnia) Produtor : Bodega Cycles Gladiator (Hahn Family Wines) Casta : 94% Syhar, 6% Cabernet Sauvignon Graduação : 13,5% Onde Comprar : Sociedade da Mesa Preço : R$ 40,00 Cycles Gladiator 2009 Syrah esse californiano, é envelhecido 43% em barricas francesas e 57% em tanques de aço inox, me pareceu muito honesto e está pronto pra cosumo. Cor vermelho rubi límpido com halo violáceo, lágrimas lentas, abuntantes e de boa viscosidade. No nariz notas de frutas negras (ameixa em caldas), cassis, chocolate, também sentimos notas terciárias de fumo, defumados e tostados. Na boca é equilibrado, taninos presentes e elegantes, acidez boa e álcool na medida. Seu final não é dos mais longos, mas é bem agradável. Pra harmonizar cai bem um churrasco ou até mesmo um magret de pato." Se acaso cair na visão do comentarista acima essa postagem, pedimos desculpas: é só uma tola ironia. O xadrez, com cinco abnegados jogadores, foi vencido pelo Martinho. Como de hábito, sem perder pontos.

domingo, 29 de abril de 2012

27 de Abril de 2012

O vinho do dia Embora correndo o risco de o elemento contestador do grupo taxar o blogueiro bloguista de puxa-saco, bajulador e outros adjetivos não condizentes com nossa sincera e eterna amizade, cabe destacar o excelente desempenho do Fernando no xadrez, executando lances de muita visão e alto nível. Venceu todas a partidas e alcançou definitivamente o grupo de elite, posicionando-se em quarto lugar, pela primeira vez. Mas, ao vinho: Vinha do Bispado, produzido pela CARM (Casa Agrícola Roboredo Madeira, é um vinho das castas Touriga Nacional, Tinta Roriz e Touriga Franca, produzido nas dependências da família em Almendra, Douro Superior, Portugal, onde além do ótimo vinho também são cultivadas amêndoas e azeite, tem leves toques de madeira, sensação de amoras silvestres (muito sensível) e cerejas pretas. Abaixo detalhes da região e da vinícola colhidas no próprio site da empresa: "No Douro Superior, onde coexistem em modo biológico as culturas da vinha, do azeite, da amêndoa, com fauna em vias de extinção, que aqui encontra refúgio, como a águia real, a águia pesqueira, o grifo e a perdiz selvagem tão típica das encostas do Douro Superior, além da flora como esteva, zimbros, funcho, rosmaninho, azedas..., quisemos materializar a nossa ligação à terra com a fundação da CARM – Casa Agrícola Roboredo Madeira. A CARM transforma a matéria prima das nossas Quintas, cerca de 90 ha de vinhas, 220 ha de olivais e 60 ha de amendoais. Os nossos azeites são produzidos e engarrafados no nosso sofisticado lagar ecológico, onde a tecnologia se encontra com a tradição dos ancestrais moinhos de pedras. Todos os resíduos são reciclados e reintroduzidos na natureza, melhorando a estrutura e fertilidade dos solos dos nossos olivais. Cada lote de uvas é vinificado, estagiado e engarrafado na nossa adega, onde a mais moderna tecnologia e os clássicos lagares são usados para fermentar as nossas uvas. Criámos também as nossas especialidades “gourmet”, o nosso vinagre e o nosso mel biológico. Todos os produtos são comercializados directamente a partir da CARM em Almendra. Tudo isto não é mais do que, o testemunho da nossa paixão pela terra, o respeito pela natureza, fomos pioneiros em Portugal na agricultura biológica, o respeito pelas pessoas que aqui habitam - criando empregos numa zona onde as pessoas tradicionalmente emigram. Em cada vinho, azeite ou especialidade «gourmet» da CARM queremos que partilhe connosco a nossa terra, a história do Parque Arqueológico do Vale do Côa, a fauna e a flora selvagem do Parque Natural do Douro Internacional, a mais antiga e uma das mais nobres regiões demarcadas de vinhos do mundo - o Alto Douro Vinhateiro - que é também o berço dos melhores azeites de Portugal, o Douro."

domingo, 22 de abril de 2012

20 de Abril de 2012

O vinho do dia. Desta vez nem foi preciso consultar os blogs dos enólogos para comentar sobre o vinho do dia. A colaboração do Martinho dispensou o esforço: "Charles de France - PRESTIGE Vinho fino tinto de mesa seco. Produzido e engarrafado por Famille des Grands Vins Boisset Composição: Este vinho de Prestígio, proveniente dos terroirs mais nobres do vinhedo francês, é elaborado em nossas adegas com mosto fermentado de uvas Grenache, Syrah Cinsalt e Carignan. Vinho de caráter frutado e equilibrado, acompanha perfeitamente carnes vermelhas e queijos. Sua garrafa fabricada segundo um modelo do século XVIII, será sem dúvida um elemento elegante de decoração da sua mesa. Este vinho pode ser consumido de imediato, ou guardado por até 3 anos. Graduação alcoólica: 12 % vol." Só por inveja, sabemos que Nei e Jaime correram à adega do Buona Gente e compraram uma garrafa. A boa notícia do xadrez desta sexta foi o ótimo desempenho do Noronha, que venceu a maioria das partidas sem deixar que os ponteiros de Eunomia, Irene e Dique atrapalhassem seu jogo. Agradecemos ainda as visitas de Marcão e Juan, este nos presenteando com uma concorridíssima garrafa de Pata Negra. Não jogaram por compromissos passados e futuros, mas marcaram o ponto.

domingo, 15 de abril de 2012

13 de Abril de 2011

O vinho do dia.

A intenção era comentar sobre o excelente espanhol trazido pelo Fernando. Afinal, depois das medidas restritivas anunciadas pelo (des) governo brasileiro durante a semana, os europeus talvez fiquem impraticáveis em nossas reuniões. Como não veio à memória o nome do tal vinho, optamos pelo não menos apreciado Sol Del Chile, Cabernet-Sauvignon, safra 2008, Gran-reserva.
A propósito o significado de gran-reserva: Gran Reserva : "Em geral utilizado somente para safras muito boas, e significa que o Vinho após produzido foi envelhecido por um longo período antes de ser engarrafado e que a safra foi significativamente melhor que a média, a ponto de permitir este maior envelhecimento."
Com notas de chocolate levemente amaro, taninos acentuados, a maior característica deste varietal é a linda tonalidade rubi. Sem dúvida uma qualidade superior.
Motivo de orgulho foi ao pesquisar no "Deus Google", digitamos: "Sol del Chile, cabernet-sauvignon, gran-reserva, e em terceiro lugar o google indicou nada menos que nosso blog. Muitos membros da nossa confraria não leem, mas Deus lê.
O xadrez da noite foi vencido pelo Nei, novamente, sem perder nenhum ponto.
Postagem também atualizada do scrabble, números finais onde o Jairo, vencedor, fez jus à passagem de avião oferecida pelo Fernando. Será mesmo que ele vai visitar a Cidade Maurícia, a Veneza brasileira?

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Jamon

Vamos de Jamon (lê-se ramon) num desses dias de inverno, de preferencia com grande numero de participantes e regado á vinho.

sábado, 7 de abril de 2012

06 de Março de 2012

O vinho do dia
Para esse encontro, desta vez na casa do Noronha, onde fomos muito bem recebidos, inclusive pela Nikita, o vinho escolhido foi o trazido pelo Jaime, Pata Negra, safra 2009. Como demonstram os especialistas a casta Tempranillo é o grande expoente das terras de Izabel de Castela, Cervantes e Ruy Lopes, claro. Produzido na região de Valdepeñas, pela Bodega Los Llanos, originalmente consistia em 80% de Tempranillo e 20% de Cabernet Sauvignon. Coloração rubi intensa, tem notas de amora e lembra também baunilha. Taninos presentes porém suaves. o nome Pata Negra vem do famoso presunto Jamón Ibérico ou Casco Negro, cura espanhol famoso mundialmente, feito do pernil de porcos pretos ibéricos.
"Imediatamente após o desmame , os leitões são engordados em cevada e milho por várias semanas. Os porcos são, então, liberados para vaguear nos bosques de carvalho e de pastagens para se alimentar naturalmente na grama, ervas , bolotas (fruto do azinheiro) e raízes até se aproximar o tempo de abate. Nesse ponto, a dieta pode limitar-se estritamente a azeitonas ou bolotas para a melhor qualidade do jamón ibérico, ou pode ser uma mistura de bolotas e ração comercial para qualidades menores. Os presuntos provenientes dos porcos abatidos são salgados e deixados para começar a secagem durante duas semanas, após o que são lavados e deixados a secar durante mais quatro a seis semanas. O processo de cura, em seguida, leva pelo menos doze meses, embora alguns produtores curem seus Jamones por até 48 meses." (apud Wikipédia espanhola).
Para quem se interessou pelo produto para acompanhar o vinho do mesmo nome, na internet oferecem a 400 reais a peça, que deve ter em torno de 3,5 kilos. No distrito de Roberto, município de Catanduva, lá perto da progressista cidade de Santa Adélia, há um frigorífico que produz um de excelente qualidade, embora não tenhamos o preço. Falem com o Nei (e paguem, claro) que ele traz. Falando em Nei, após um longo e tenebroso inverno, o mesmo venceu o torneio de xadrez, sem derrotas, que contou oito participantes, com as "avis raras, avis caras" Daniel e Marcão.

sábado, 31 de março de 2012

30 de Março de 2012

O vinho do dia.

Ou da noite, como prefere o Martinho. Caballo de Oro, esse despretensioso que conquistou nossos corações e paladares, vem do Vale Central, de vinícola desconhecida. Quase doce, ano e casta pouco valorizados (syrah, 2010)- lembra pimentão maduro, segundo especialistas - suplantou preciosidades como um Valpolicella, que segundo constatamos, deixou uma leve lembrança de caqui verde. Os decanos do xadrez, Martinho, Jaime e Ney enfrentaram sozinhos a noite, claro, com algumas partidas de scrabble no final. Jaime levou no xadrez e no scrabble. Para a próxima semana provavelmente nos encontraremos na casa do Marcos Noronha.

quarta-feira, 28 de março de 2012

28 de Março de 2012.

Martinho postou via e-mail e achei interessante deixar registrado no blog:
"Sommelier Virtual: Vinhos varietais e vinhos de corte

Afinal, o que são vinhos varietais? E os vinhos de corte? O que é um assemblage? Vamos lá. Podemos elaborar vinhos de uma só variedade de uva (um vinho feito com 100% Cabernet Sauvignon, por exemplo) e também vinhos com mais de uma variedade (50% Merlot e 50% Cabernet).

Os vinhos feitos com apenas uma variedade de uva são chamados varietais ou monocastas. Monocastas, no caso, se refere a “só uma casta”, ou seja, a só uma variedade de uva. Uma grande confusão às vezes se forma, pois em alguns países de novo mundo, a denominação de “varietal” também serve para denominar o vinho mais simples da vinícola, que não tem passagem por barricas de carvalho.

Já os vinhos elaborados com mais de uma uva são chamados de vinhos de corte ou vinhos de “assemblage” (traduzindo do francês, mistura). Mas para que se misturar as uvas para se fazer um vinho? Cada uva tem suas características e dão origem a vinhos de sabores, aromas e cores diferentes. Misturando na quantia certa as proporções de algumas uvas, podemos obter mais cor, mais corpo, menos acidez, mais equilíbrio…Ou seja, o que quisermos. Essa é na verdade a grande arte do enólogo. Saber com exatidão as características de cada uva e fazer os assemblages de maneira a elaborar vinhos equilibrados e que traduzam a personalidade da vinícola e do terroir da região. Os franceses, por exemplo, são mestres na arte do assemblage. Um dos cortes mais famosos e imitados do mundo é o corte bordalês, da região de Bordeaux, França, que leva em sua composição as uvas Cabernet Sauvignon e Merlot, com às vezes uma pequena porcentagem de Petit Verdot, Malbec e Cabernet Franc.

domingo, 25 de março de 2012

23 de Março de 2012 - O vinho do dia

Optamos pelo Terralis Bi-varietal, Shiraz/Malbec, safra 2010, produzido em Mendonza pela Trivento Bodegas e Vinhedos S/A. Após difícil pesquisa na Internet vem a surpresa: a vinícola em questão instalou-se na região em 1996, afim de expandir seus negócios fora do Chile, origem da casa, nada mais ou menos que nossa velha conhecida Concha y Toro. Exatamente, esse argentino que tanto gostamos na sexta é um legítimo herdeiro de Don Melchior de Concha y Toro. Vinho honesto, barato, para ser consumido com frequência, quiçá diariamente, para quem gosta e pode. Muito bom. Quando ao jogo dos reis, a coroa desta vez ficou com Martinho, que venceu todas as partidas.

sábado, 24 de março de 2012

16 de Março de 2012 - O vinho do dia


Langhorne Crossing.
Cabernet Sauvignon, Malbec, Shiraz, Petit Verdot, Langhorne Creek. Essa salada de uvas resultou num vinho leve, frutado, com leve toque de madeira e características americanas com alguma coisa de francês. Produzido originalmente, até 2004 somente com as uvas Shyraz (61%) e Cabernet Sauvignon (39%), resultou mais tarde na adição de novas variedades. "O vinho é produzido pela antiga Bleasdale Vineyards, casa fundada em 1850 pela Família Potts, a segunda vinícola a se estabelecer no país. Seus vinhedos estão localizados na região de Langhorne Creek, South Australia, a 70 km de Adelaide. Esta região tem sua história iniciando em 1800 às margens do rio Bremer. Antes mesmo da introdução das atuais técnicas de irrigação, o cultivo de uvas na região ocorria com ajuda das enchentes do rio, o que torna possível encontrarmos parreiras com mais de 110 anos e ainda produzindo." (apud Érica Mesquita, vinho para todos).
Normalmente escrevo esses textos na terceira pessoa, para que represente a opinião de todos, mas neste caso uso a primeira para agradecer a visita dos que vieram à minha casa para nossas tradicionais partidas de xadrez, degustação de vinho e churrasco. Espero recebê-los mais vezes, e aguardo nestas a participação do Fernando, que desta vez não pode comparecer por motivo de viagem, ele que ainda não nos prestigiou com sua presença na minha casa. No xadrez, deu Jaime, com mérito.

sábado, 10 de março de 2012

09 de Março de 2012

O vinho do dia

Conforme combinado, mudei a forma de postagem sobre as sextas-feiras. Vou tentar seguir essa linha, enquanto tiver tempo e paciência. Embora eu tenha optado pelo francês apresentado pelo Fernando, o escolhido foi o Terras de Cartaxo, oferecido por Martinho.
Vinho de ótima qualidade que poderíamos, segundo informação colhida na internet, decantá-lo por cerca de 30 minutos. Assemblage formado por 40% de uvas Castelão (ui!), 40% Trincadeira e 20% Tinta Roriz, é um vinho sem grandes pretensões mas de excelente sabor e preço (em torno dos 20 reais), podendo ser degustado até diariamente, com evidência, claro, na moderação.
Cartaxo é um município português da antiga província do Ribatejo (hoje Alentejo) de 11.000 habitantes, distante poucos quilometros da Capital e próximo também a Santarém, milenar cidade lusa que foi palco de sangrentas disputas entre lusos e muçulmanos durante a ocupação comandada por Tárik, por volta de 711 A.D. O Concelho de Cartaxo, com 25.000 habitantes engloba 5 cidades onde predomina a produção vitivinícola desde os tempos de D. Dinis, que exigia de seus súditos cartaxenses 1/8 do trigo, do vinho e do linho produzidos, "estando o pão na eira, o vinho no lagar e o linho no tendal". A propósito, Cartaxo é um pássaro que existe em quantidade na região.
Quanto ao xadrez, fica o destaque para o Fernando, que dia a dia se aproxima mais do grupo de elite, se é que já não se pode considerá-lo como tal. Jogou ótima partida contra o Jaime, que pecou na partida final, "viajando" contra o Nei numa abertura que deveria treinar mais.
O seu antepassado Padre Ruy Lopes de Segura, que eu erroneamente chamava de Noronha, não lhe perdoou a audácia.
Para quem quiser treinar, Abertura Ruy Lopes (ou espanhola) - Defesa Morphy
1. e4 e5
2. Cf3 Cc6
3. Bb5 a6
4. Ba4 Cf6
5. O-O Cxe4
Para a semana, deveremos dar um descanso ao Martinho (e principalmente à Cleide) e nos encontrarmos na casa do Nei. Outra boa opção para uma próxima semana é a casa do Noronha.

domingo, 4 de março de 2012

02 de Março de 2012

Contamos com a rara visita do Marcão, que deveria aparecer mais. Nesta sexta um BELO PAPEL fez o Dr. Jaime, que venceu todas as partidas jogadas. Aproveitamos também para degustar um Vinhão português, que embora verde, estava muito bom. Aguardo as fotos dos vinhos para postagem.

sábado, 25 de fevereiro de 2012

24 de Fevereiro de 2012

Um grande número de participantes nesta sexta, inclusive com a visita do André Maia, sobrinho do Fernando, que até jogou xadrez. Jaime, Fernando e Noronha se destacaram no jogo dos Reis, embora Juan tenha insinuado que arrasaria por não estar bebendo. Parece que baixou o espírito de Tahl no Jaime, que mesmo etilizado passou o rodo na maioria dos adversários. Quanto aos vinhos, ótimos como sempre. A maioria da adega do Martinho e um trazido pelo Fernando, Torre del Falco, um italiano de ótima qualidade.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

17 de Fevereiro de 2012

Show do Martinho no xadrez de carnaval. Derrotou todo mundo. E show o fantástico Casa de Ilana trazido pelo Fernando. Além de outros bons vinhos. Resumindo, apesar de sexta-feira de carnaval, tivemos bons vinhos, bom xadrez e bom papo.

domingo, 12 de fevereiro de 2012

10 de Fevereiro de 2012

Com a volta de Juan, fomos quatro. Com chopp, mas não descartamos duas garrafas de vinho. Aliás, Juan voltou com tudo e quebrou a banca no xadrez. Depois, para variar, fizemos uns scrabbles. Na sexta de carnaval, programação normal.